Cerca de 500 estudantes, autoridades, empresários e professores participaram na noite dessa segunda-feira (27) da aula inaugural do programa ProJovem Trabalhador – Juventude Cidadã, ministrada pela secretária de Estado Extraordinária para o Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e do Norte de Minas, Elbe Brandão , no auditório do Colégio Marista São José, em Montes Claros.
O programa, do governo federal em parceria com o Governo Aécio Neves, vai preparar 600 alunos para o mercado de trabalho, em diversas áreas profissionais. Entre elas: habilitações básicas como inclusão digital, valores humanos, ética e cidadania, educação ambiental, higiene pessoal e promoção da qualidade de vida, noções de direito trabalhista, formação de cooperativas e prevenção de acidentes de trabalho; e outras específicas.
Durante seis meses, eles terão 350 horas/aula, sendo 100 horas de ensino básico e 250 horas de ensino profissional, e receberão uma bolsa auxílio de R$100, devendo para tanto, cumprir no mínimo 75 % de freqüência.
Na aula inaugural, Elbe Brandão falou sobre motivação e citou exemplos de superação. “Estamos numa região que foi esquecida, durante muitos anos, pelo Poder Público. Essa realidade está mudando graças ao empenho do Estado, da União e de toda a comunidade. Esse programa é um exemplo. Vocês terão a oportunidade de aprender um ofício e ingressarem no mercado de trabalho”, afirmou a secretária.
Um ponto que chamou a atenção, durante a aula inaugural, foi o número de mulheres inscritas em cursos antes tidos como masculinos, como o curso de bombeiro, por exemplo. O que para os estudantes não é nenhum problema. É o caso de Samara Gisele Batista, 21 anos, moradora do bairro Santa Cecília, casada e mãe de um bebê de quatro meses: “não vou fazer só por fazer, pretendo trabalhar”, disse Samara.
Há quem busque não só aprender, mas ensinar alguma coisa também, Teresinha Aparecida Rodrigues Santos está no segundo período do curso de Sistemas, e almeja ser instrutora do ProJovem. Ela já foi monitora do Programa Cidadão Net e agora que não pode mais ser bolsista, ajuda como voluntária no Telecentro do bairro Independência, onde mora. “Quando fui instrutora do Net, eu cresci pessoal e profissionalmente, e nestes projetos aprendemos mais do que a técnica, aprendemos a agir com o coração”, disse.









September 3rd, 2009 at 15:40
O pro jovem é um programa muito bom para os jovens