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Serra critica omissão do governo federal com as rodovias da morte em Minas

Publicado em 31 July 2010 por Minas em Pauta

Tucano ataca “rodovias da morte” em Minas

Fonte: Hoje em Dia

Candidato do PSDB à Presidência defendeu a estadualização das BRs

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, criticou nesta quarta-feira (28) a situação da malha rodoviária federal brasileira, afirmando que o País está cheio de “estradas da morte”. Serra também atacou o que chamou de loteamento político no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e se disse favorável a uma negociação para a estadualização de BRs, com o repasse integral para os Estados dos recursos arrecadados com a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) – cobrada sobre o consumo dos combustíveis.

Em visita a Belo Horizonte, onde participou do programa “Minas Urgente”, da TV Bandeirantes, o candidato tucano afirmou que nos últimos oito anos o governo arrecadou, por meio da Cide, aproximadamente R$ 65 bilhões, mas apenas 1/3 deste montante teria sido gasto em investimentos nas BRs. Segundo ele, de cada 10 rodovias federais, oito estão “esburacadas”. “Das estradas federais, de cada dez, oito não tem condições de operar. Está cheio de estrada da morte por todo lugar”, afirmou Serra, para quem o atual “modelo federal não funcionou”.

Conforme o candidato tucano, o DNIT é um órgão que atua sem planejamento e “por critérios puramente político-partidários”. Segundo ele, “totalmente loteado entre políticos”, o órgão “serve para atrapalhar”. “Então, a prioridade deixa de ser o interesse nacional, público, e passa ser o interesse político daqui ou dali. Isso comigo vai acabar”, prometeu.

No primeiro compromisso da visita a Minas Gerais, Serra elegeu o tema estradas como parte de sua estratégia de se comprometer com demandas históricas do Estado, o segundo maior colégio eleitoral do País. Com 10 mil quilômetros de estradas federais, Minas possui a maior malha de BRs do Brasil. Durante sua gestão, o ex-governador Aécio Neves (PSDB) chegou a propor à União a estadualização da malha federal no Estado, com o repasse integral dos recursos arrecadados com a Cide para a manutenção e outros investimentos. Os Estados recebem apenas uma parcela da arrecadação da contribuição. “Sou a favor de uma negociação”, disse Serra quando perguntado sobre a proposta.

Ele ressaltou que o Estado é a principal “vítima” da falta de investimentos nas rodovias federais. Também aproveitou para “anunciar”, caso eleito, a duplicação da BR-381, entre Belo Horizonte e Governador Valadares. O trecho em pista simples registra elevados índices de acidentes e mortes. “É um escândalo. É uma coisa que tem de ser duplicada, estrada da morte. Isso nós vamos pegar logo de cara. Se for necessário, a gente monta modelos. Um deles depende do governo do Estado. É transferir para o Estado algumas estradas dando alguma contribuição para isso. Porque quando o Estado comanda, você tem mais flexibilidade para atuar.”

O candidato do PSDB citou ainda como opção para a melhoria de algumas BRs o modelo de concessões adotado em São Paulo. Mas negou, ao ser questionado, que tenha a intenção de privatizar as rodovias federais em Minas. “Uma coisa é fazer concessão, outra é privatizar. Eu acho que em alguns casos pode fazer concessão. No caso de São Paulo foi feita, e 75% dos usuários consideram ótima ou boa (a malha rodoviária).”

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Governo Anastasia discute Plano de Prevenção de Acidentes de Trânsito com a Agência Metropolitana

Publicado em 10 June 2010 por Minas em Pauta

Em reunião na Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte, nesta quarta-feira (9), para articular ações para o Plano Metropolitano de Prevenção de Acidentes, o secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), Daniel Nepomuceno, afirmou que houve redução de quase 30% das vítimas de trânsito no Estado, mas que é preciso mais.

Nepomuceno explicou que o governo estadual quer a participação da comunidade e suas contribuições para o plano e propôs um cronograma mensal de reuniões em que cada instituição e representantes apresentem as ações específicas de suas responsabilidades e outras propostas pertinentes. O secretário espera que depois de três ou quatro encontros já se tenha as prioridades do plano e que o governo estadual publique brevemente um Decreto instituindo o Plano Mineiro de Prevenção de Acidentes, que dará mais impulso às ações do plano metropolitano.

O diretor geral da Agência, José Osvaldo Lasmar, afirmou que a mobilidade urbana tem hoje um conceito mais amplo, que exige comprometimento de todas as instâncias. “Precisamos da participação de todos trabalhando para chegarmos aos resultados esperados, porque estamos lidando, talvez, com o maior entroncamento rodoferroviário do Brasil e um corredor fundamental para o transporte da RMBH”, disse. De acordo com Lasmar, a ideia é que o plano proponha ações como intervenções de engenharia, melhoria de dados estatísticos, fiscalização e educação para o trânsito.

Diego Vettori, gerente adjunto do Projeto Estruturador Aumento da Capacidade Viária e Segurança dos Corredores de Transporte (Proseg), da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), apresentou as ações do programa, que tem como objetivo reduzir a quantidade e a gravidade de acidentes nas rodovias estaduais. De acordo com Vettori, as 40 coordenadorias regionais do DER/MG fizeram um levantamento para identificar os trechos que necessitam de intervenções. Ao todo, foram detectados 46 segmentos críticos em trevos e acessos urbanos, cuja solução vai desde uma correção na sinalização ou a implantação de uma defensa, até operações de maior custo, como alargamento e substituição de pontes.

Vettori Informou ainda que a Setop implantou o Sistema Integrado de Assistência ao Usuário da Linha Verde (SAI Linha Verde) para garantir mais conforto e segurança para as pessoas que trafegarem pelo complexo viário e que está trabalhando em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (SEE) na capacitação de professores da rede estadual.

Para o especialista da ONG Rua Viva, João Luiz da Silva Dias, o Brasil não tem uma cultura de prevenção de acidentes e o plano busca uma maneira de atacar o problema. Ele afirma que é preciso estabelecer metas e contar com o comprometimento de todos os parceiros, já que é vital buscar a mudança da cultura do trânsito da RMBH e criar um ambiente de segurança viária. “Precisamos mobilizar a comunidade, especialistas, profissionais locais, gestores em trânsito para criarmos este ambiente”, disse.

Desenvolvido pela Agência Metropolitana em parceria com a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), o plano integra o programa de Mobilidade da Agência e é baseado no Plano Mineiro de Prevenção de Acidentes de Trânsito Terrestre (ATTs) da Seds. Seu objetivo é reduzir o número de acidentes de trânsito na RMBH e atender às vitimas através do Samu e da rede hospitalar de emergência com maior rapidez. Também são parceiros no trabalho: BHTrans, Transbetim e Transcon, Polícia Militar de Minas Gerais, Polícia Rodoviária Federal, Dnit, DER/MG, Instituto de Mobilidade Sustentável Rua Viva e os 11 municípios da RMBH que são integrados ao Sistema Nacional de Trânsito: Belo Horizonte, Betim, Contagem, Ibirité, Lagoa Santa, Nova Lima, Pedro Leopoldo, Ribeirão das Neves, Sabará, Santa Luzia e Vespasiano.

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Sem planejamento: BR-381 em Minas será mais mortal e com custo de transporte 18% maior

Publicado em 02 June 2010 por Minas em Pauta

Fonte: Queila Ariadne – O Tempo

BR-381 será mais mortal e com custo de transporte 18% maior

Empresários cobram soluções do governo para evitar saturação

Perigo: Expansão de siderúrgicas no Vale do Aço elevará fluxo de caminhões para transporte de carga

A BR-381 é conhecida como rodovia da morte. Além de ser a que mais mata no Estado, é também uma das que mais encarecem os fretes, já que as curvas e a má conservação atrasam o transporte de cargas e elevam os custos. A solução está prometida para daqui a pelo menos seis anos, com a duplicação do trecho de 310 km entre Belo Horizonte e Governador Valadares. Mas até lá a situação vai piorar. É que grandes expansões industriais no Vale do Aço vão ficar prontas antes da duplicação, elevando ainda mais o tráfego de caminhões e, consequentemente, deteriorando mais a estrada.

Só a expansão da siderúrgica da ArcelorMittal, em João Monlevade (entre a capital e Valadares), vai aumentar significativamente o tráfego de caminhões usados pela empresa. O projeto, que fica pronto em meados de 2012, vai dobrar a capacidade de produção de 1,2 milhão para 2,4 milhões de toneladas anuais de aço bruto.

A empresa não informou quantos caminhões a mais serão usados com a ampliação, mas confirmou que a demanda logística será bem maior. No dia 27 de maio, quando o investimento foi anunciado, o executivo de aços longos das Américas da Arcelor, Gerson Menezes, criticou o estado da rodovia e cobrou uma ação imediata do governo para resolver o problema da saturação.

A Usiminas, que também transporta matéria-prima pela 381, tem planos de construir uma nova planta em Santana do Paraíso, perto de Ipatinga, para elevar a produção em 52%. O que deve aumentar consideravelmente o fluxo na estrada.

O presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas de Minas Gerais (Fetcemg), Ulisses Martins Cruz, explica que em condições normais de trânsito, sem acidentes, um caminhão gastaria entre cinco horas e meia e seis horas em uma viagem de Belo Horizonte a Ipatinga. No entanto, com a saturação da BR-381, o trecho é feito com sete horas e meia ou até oito horas. “São duas horas a mais, mas quando as expansões dessas siderúrgicas forem concluídas e o volume de carga transportada aumentar na estrada, serão pelo menos mais quatro horas de Belo Horizonte a Ipatinga”, calcula.

Segundo Cruz, os caminhões gastam em média 37% a mais de tempo. Para isso, consomem cerca de 12% a mais de combustível. Incluindo também os gastos com mão de obra, já que é preciso contratar mais motoristas, ele calcula um aumento de custos de 18% com o aumento do fluxo. “Deste total, pelo menos metade, 9%, as transportadoras repassam no frete e as empresas têm que repassar para os consumidores. Por trás de cada aumento, uma parte é culpa da saturação da 381?, diz.


Usiminas também pretende ampliar produção no Vale do Aço

FOTO: usiminas/divulgação
Usiminas também pretende ampliar produção no Vale do Aço

Investimento

Duplicação custará R$ 3 bilhões

O projeto de duplicação do trecho da BR-381 que liga Belo Horizonte a Governador Valadares vai custar entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões. Segundo a assessoria de imprensa do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), as empresas têm até o fim deste ano para entregarem os projetos. Só depois, a licitação para as obras será iniciada, o que deverá acontecer somente em 2011.

Segundo o Dnit, a intenção é iniciar a duplicação ainda no ano que vem. Mas como a licitação deve atrair muitos interessados, devido ao alto valor envolvido, as chances de atraso são grandes. A previsão de término é entre quatro e seis anos.

Com a duplicação, o traçado será alterado, com o objetivo de reduzir a sinuosidade da rodovia, reduzindo riscos de acidentes e os custos com combustíveis e manutenção dos veículos.
Na altura de João Monlevade, será construído um desvio pela cidade de Nova Era, que reduzirá a distância até Governador Valadares em 30 km.

Só neste trecho, considerado um dos mais perigosos, passam por dia cerca de 14 mil veículos.

Link: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdEdicao=1679&IdCanal=5&IdSubCanal=&IdNoticia=142581&IdTipoNoticia=1

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Anastasia cria integração de transporte urbano e trabalhador vai pagar menos pela passagem

Publicado em 27 May 2010 por Minas em Pauta

O governador Antonio Anastasia assinou quarta-feira (26), no Palácio Tiradentes, na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, autorização para que a Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) implante o sistema de integração tarifária ônibus-ônibus que atendem os 34 municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Os passageiros que precisam usar dois ônibus para chegar ao seu destino final, entre dois municípios da Grande BH, terão desconto de 50% sobre o valor da menor tarifa entre as linhas usadas.

A medida vai representar uma economia média de 24% sobre o gasto com as duas passagens. A mudança, que começa a vigorar a partir de agosto próximo, vai beneficiar cerca de 18,5 milhões de pessoas que mensalmente utilizam as linhas de ônibus na RMBH. Atualmente, a Região Metropolitana de Belo Horizonte é atendida por 630 linhas de ônibus. Além disso, o governador autorizou também a integração ônibus-metrô, a partir da Estação Vilarinho, a partir deste sábado, dia 29 de maio.

“Essa medida vai beneficiar exatamente aquele que é sempre objeto das nossas preocupações como servidores públicos, que é o cidadão, especialmente o mais humilde. Esse processo de integração irá representar uma redução substancial no valor despendido pelo usuário de transporte, na média de 24%, o que representa uma economia sensível no custo do transporte, ao longo do mês, no orçamento doméstico”, disse o governador Antonio Anastasia, em pronunciamento.

A título de exemplo, um usuário que hoje tivesse que se deslocar de ônibus, entre dois municípios, cujas passagens custam R$ 3,55 cada uma, teria um gasto total de R$ 7,10. Com a integração tarifária essa mesma viagem ficará por R$ 5,32, gerando uma economia de quase R$ 2,00.

O usuário será beneficiado desde que o intervalo entre o embarque na primeira linha e o embarque na segunda linha ocorra em um intervalo de tempo máximo de 90 minutos (1 hora e meia). A integração poderá ocorrer em qualquer ponto da rede de transporte público metropolitano e não apenas nos terminais de integração. A bilhetagem eletrônica, já totalmente implantada, é que permitirá a implantação do novo sistema.

A integração tarifária não trará aumento de custos ao Governo do Estado. A medida é resultado da licitação feita pela Setop, em 2008, para os novos concessionários do serviço de transporte coletivo na Região Metropolitana de Belo Horizonte, cuja administração é feita pela Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas.

Integração Estação Vilarinho

O governador Antonio Anastasia também anunciou a adoção da integração tarifária dos ônibus da Região Metropolitana de BH com o metrô na estação Vilarinho, em Venda Nova, a partir do próximo sábado (29), a exemplo do que já acontece nas estações do Eldorado e São Gabriel. A medida vai beneficiar os cerca de 8 mil usuários que diariamente utilizam as 28 linhas metropolitanas de ônibus, entre a capital e os municípios de Ribeirão das Neves, Santa Luzia, Vespasiano e São José da Lapa.

“Fico muito feliz de estarmos diante de um resultado que é concreto, de um objetivo que é favorecer aquela pessoa que nós devemos sempre nos preocupar em primeiro lugar, que é usuário desse sistema de transporte, que merece um serviço rápido, eficiente, seguro, limpo e naturalmente ao custo mais baixo possível. Esse ato, portanto, sinaliza isso. O favorecimento direto ao cidadão do Vetor Norte da Região Metropolitana que utiliza o nosso sistema público de transporte”, afirmou o governador.

A integração tarifária trará economia de 24% a 34% aos usuários, dependendo do trajeto. Hoje, por exemplo, o passageiro que parte de Ribeirão das Neves com destino a Belo Horizonte, paga R$ 4,70 com a passagem do ônibus (R$ 2,90) e a do metrô (R$ 1,80). Com a tarifa integrada, ele pagará R$ 3,55, o que representa redução de 24,47% no gasto com o transporte.

A viagem entre Pedra Branca (Ribeirão das Neves), linha 5650, e Belo Horizonte, com a integração tarifária do ônibus e metrô (Estação Vilarinho), ficará 34,25% mais barata. O custo cairá de R$ 3,65 para R$ 2,40, ou seja, o usuário desembolsará R$ 1,25 a menos.

Além disso, os passageiros passarão a desembarcar dos ônibus dentro da Estação Vilarinho. Hoje eles têm que descer em pontos de paradas convencionais e caminhar até a estação. Ou seja, a integração passa a ser física e tarifária.

Participaram a solenidade no Palácio Tiradentes, o diretor-geral do Departamento de Obras Públicas do Estado de Minas Gerais (Deop/MG), João Antônio Fleury Teixeira; o diretor-geral da Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte, José Osvaldo Lasmar; a presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Luzia Ferreira; o presidente da Assembleia Metropolitana da RMBH e prefeito de Florestal, Derci Alves Ribeiro Filho; os representantes da CBTU e da BHTrans, Adão Guimarães e Daniel Marques; além dos secretários de Estado Renata Vilhena (Planejamento e Gestão), Maria Coeli Simões Pires (Relações Institucionais) e Sebastião Navarro (Desenvolvimento Regional e Política Urbana).

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Governo Federal não consegue concluir obras do acesso alternativo ao Viaduto das Almas na BR-040

Publicado em 26 May 2010 por Minas em Pauta

Fonte: Paulo Henrique Lobato – Estado de Minas

A morte continua à espreita – Atraso nas obras do Viaduto das Almas

Nem todo aniversário deve ser comemorado. A construção do novo Viaduto das Almas, iniciada em novembro de 2006 e prevista para ter sido concluída em agosto de 2008, completou três anos e meio este mês. E a obra da variante que o ligará ao km 592 da BR-040, em Itabirito, na Região Central de Minas Gerais, soprará a primeira vela em junho. As duas datas expressam bem a ineficiência do governo federal diante das armadilhas da malha viária do país e mostram o quanto os motoristas e passageiros dos cerca de 15 mil veículos que cruzam o macabro elevado diariamente estão reféns da sorte. O perigo aumenta nos feriados prolongados, quando há o aumento da frota que atravessa a ponte.

Por isso, na próxima quinta-feira, quando começa o feriado prolongado de Corpus Christi, motoristas e passageiros que forem atravessar o Vila Rica, nome oficial do Viaduto das Almas, deve redobrar a atenção. Quem passar pelo local verá que o novo elevado está pronto, mas a desejada variante que lhe dará vida ainda é ocupada por operários, tratores e escavadeiras. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) adiou a inauguração da ponte por seis vezes: de agosto de 2008 para novembro do mesmo ano, para abril de 2009, para dezembro do ano passado, para março de 2010, para este mês e, há poucas semanas, para o fim de junho.

A última mudança ocorreu em razão de um desmoronamento. A terra de uma das montanhas rasgadas pela variante cedeu e jogou toneladas de rochas na pista. Parte do novo asfalto afundou. O Dnit atribuiu o deslizamento ao lençol d’água que corre por baixo da montanha.

O novo viaduto é uma reivindicação antiga de moradores da região, pois suas dimensões são muito mais seguras do que as do atual. O futuro pontilhão terá 460 metros de cumprimento por 21 de largura, mas o grande diferencial é sua construção em linha reta. Já o antigo, de 262 metros de extensão por apenas 9 de largura, apresenta um designer em curva.

A futura ponte será batizada de Viaduto Márcio Rocha Martins (1938/2006), homenagem a um engenheiro mineiro. O apelido Viaduto das Almas não se deve a quantidade de mortos no local. Inaugurado em fevereiro de 1957, a ponte foi batizada assim em alusão ao Córrego das Almas, que corre abaixo do pontilhão. Em 1974, porém, o governo decidiu mudar a certidão de nascimento do elevado para Vila Rica, homenagem ao primeiro nome de Ouro Preto.

Link da matéria: http://www.uai.com.br/htmls/app/noticia173/2010/05/25/noticia_minas,i=161286/MOTORISTAS+AINDA+SOFREM+COM+PERIGOS+DO+VIADUTO+DAS+ALMAS.shtm

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Aécio Neves discute transporte para Cidade Administrativa

Publicado em 29 July 2009 por Minas em Pauta

O governador Aécio Neves se reuniu terça-feira (28), no Palácio das Mangabeiras, com o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, o secretário de Transportes e Obras Públicas, Fuad Noman,, e com o presidente da BHTrans, Ramon César, para discutir o transporte coletivo que será oferecido ao servidor público até a Cidade Administrativa – complexo que está sendo construído no bairro Serra Verde, na região Norte da cidade, e que irá reunir toda a administração estadual a partir do próximo ano.

“A grande preocupação do governador, e isso está sendo o alvo do nosso trabalho, é criar a melhor condição para o servidor público. A atenção maior era para saber como o servidor público vai se deslocar para lá. Esse é o foco. Em cima disso, estão sendo construídas as soluções. A BHTrans cuida da maior parte porque a maioria usa ônibus urbanos. Já a Secretaria de Obras cuida do transporte metropolitano, onde um número bem menor usará este tipo de ônibus”, explicou o secretário Fuad Noman.

Segundo o prefeito Marcio Lacerda, a BHTrans criará linhas especiais para atender o servidor, levando em conta uma pesquisa já feita pelo Governo do Estado, identificando as regiões da cidade em que moram os funcionários.

“A prefeitura, em comum acordo com as concessionárias de ônibus, vai fazer um rearranjo das linhas de ônibus. A partir da Estação do BHBus do Barreiro, será criada uma linha para a Cidade Administrativa. Será feita uma integração grande de linhas também nas estações (de metrô) São Gabriel e Vilarinho. Além disso, vão ser criadas várias linhas expressas do centro para a Cidade Administrativa, utilizando a Antônio Carlos, a Cristiano Machado, a Pedro II e a Catalão”, detalhou Lacerda.

O prefeito também detalhou que, a partir da região da Savassi, será criada uma linha executiva, com ar-condicionado, para atender os servidores da região Centro-Sul. Para aqueles que moram em outras cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), a Secretaria de Transportes está estudando as mudanças necessárias para garantir melhor atendimento.

Vilarinho

O Governo do Estado está realizando uma licitação para a contratação de uma empresa que irá operar uma linha especial entre a Estação Vilarinho e a Cidade Administrativa. Neste caso, não haverá custo para o servidor.

“Os funcionários vão ter um cartão que serve para o ônibus e serve para entrar na Cidade Administrativa. É um modelo absolutamente tranqüilo. Não tem grande dificuldade. É um cartão normal, de identificação do servidor que passa no ônibus e passa na entrada da Cidade Administrativa”, explicou o secretário.

Marcio Lacerda acredita que o metrô será uma boa opção para o servidor já que atualmente, pela manhã, no sentido Centro-Venda Nova, ele fica ocioso e, pela tarde, no sentido contrário.

Para as outras linhas especiais, o valor da tarifa ainda não foi decidido. Segundo o prefeito, a legislação permite que a prefeitura adote um preço diferenciado, mas ele explicou que está garantida a integração com os cartões já existentes.

Fluxo

Lacerda explicou que a mudança da administração do Estado para a Cidade Administrativa causará impacto importante no centro de Belo Horizonte já que, pelos estudos realizados, apenas 26% dos 16.000 servidores precisarão passar pelo centro e pela região Centro-Sul da cidade.

Os estudos também indicam que os servidores gastarão entre dez minutos e uma hora e vinte até a Cidade Administrativa, dependendo do local de origem. Partindo do centro de Belo Horizonte, o tempo médio estimado é de 40 minutos, no horário de pico.

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Governo de Minas vai estimular carona corporativa

Publicado em 14 July 2009 por Minas em Pauta

Um projeto pioneiro e com objetivo sustentável, coordenado pelo Governo Aécio Neves, está em andamento no Sistema Estadual de Meio Ambiente (Sisema). Denominado MelhorAr, o projeto, realizado em parceria com a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), por meio da carona corporativa, tem a finalidade de diminuir o fluxo de veículos que trafegam no mesmo itinerário e reduzir a emissão de CO2 causada pelos deslocamentos dos servidores.

O subsecretário de Inovação e Logística, Thiago Grego, foi quem trouxe a idéia para o Sisema. “O objetivo é reforçarmos nosso papel no processo das mudanças climáticas. Além disso, os servidores poderão se conhecer melhor sem que isso se torne um inconveniente, pois o projeto está sendo planejado de forma que a adesão seja feita de forma voluntária, tanto para os caronistas, quanto para os caroneiros”, explica.

A idéia é disponibilizar benefícios para as pessoas que aderirem voluntariamente ao projeto. Quem quiser participar poderá dar carona aos colegas que moram na mesma região ou, até mesmo, em bairros localizados no mesmo percurso entre a casa do caronista e o trabalho.

“Além de minimizar os impactos ambientais, a implementação do MelhorAR contribuirá para uma maior integração entre os servidores, estreitando seus laços inter-pessoais”, diz Renata Meirelles, assessora da Subsecretaria e coordenadora do projeto. Por enquanto, uma equipe formada por representantes de diversos setores do Sisema e da Seplag, e consultores da empresa contratada, a Agência Believe Sustainability, está se reunindo a fim de estabelecer as regras e a logística do projeto piloto, previsto para ser lançado no mês de julho.

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Obras das MG-050 oferecem mais conforto e segurança a usuários da rodovia

Publicado em 13 July 2009 por Minas em Pauta

A Concessionária Nascentes das Gerais recuperou três áreas próximas à MG-050 que agora podem receber usuários e comunidades com mais conforto e segurança. Em Mateus Leme, no quilômetro 64 da MG-050, fica o espaço Três Pontes, construído há 50 anos. No quilômetro 108, em Itaúna, há um altar que recebe os fiéis de Nossa Senhora Aparecida e foi revitalizado. Já em Capitólio, no quilômetro 296, a Nascentes das Gerais executou intervenções de recuperação do espaço de convívio e das encostas, com a instalação de cercas vivas, jardins em curvas, bancos de madeira, estacionamento e plantio de grama para valorizar o Mirante existente no local.

Segundo o diretor-executivo da Concessionária Nascentes das Gerais, José Roberto Ometto, com a recuperação dos três espaços, os usuários e a população dessas cidades percebem a MG-050 valorizando aspectos ambientais, históricos e culturais do Centro-Oeste e Sudoeste de Minas Gerais. “Seja nas Três Pontes, na área da Santinha ou no Mirante, o usuário pode estacionar seu carro e contemplar a bela paisagem do interior de Minas Gerais com segurança e conforto”, afirma.

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